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Archive for the ‘puemas09’ Category

Não vai ter pra Patrícia Poeta

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O programa Entrelinhas, da TV Cultura, fez uma entrevista comigo, com o Bruno Aleixo e com o Didi.

Foi uma conversa divertida poética e purezinha com a Paula Picarelli.

Vai ao ar no último programa do ano, dia 27 de dezembro, um domingão, às 21h30.

Você, que é fã do Fantástico, faz um esforço!

Quem perder é playboy, mas vai ter uma segunda chance de ver no canal da Cultura no Utubs.

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Written by bb

December 22, 2009 at 2:00 pm

duPORRRRRRRRRTO

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Eduardo Coelho assina desde outubro uma coluna mensal – A voz do Brasil – na revista portuguesa de literatura LER.

Na primeira, ele comenta sobre a ENTER, a polêmica do JP com a Argumento, o livro novo do Humberto Werneck, as publicações da antologia de Ruy Belo e de António Franco Alexandre no Brasil etc.

No blog tem uma boa parte da coluna, mas o navio quebrou e ainda não tenho em mãos a versão impressa.

Segue o trecho em que Eduardo diz apostar em mim e no Jura o trófeu que ganhou no Campeonato de Biribinha Para Jovens Piromaníacos de Nova Fruburgo, em 1952, e seu acervo completo da coleção Nossos Clássicos da primeira edição com notas de Alceu Amoroso Lima.

* * *

Enter – antologia digital (http://www.oinstituto.org.br/enter/)

A antologia digital de Heloísa Buarque de Hollanda foi, sem qualquer dúvida, um dos acontecimentos do ano. Suas antologias são marcadas, desde os anos 1970, pela capacidade de antecipar os futuros ícones de cada gerações. Foi assim com as antologias anteriores, 26 poetas hoje e Esses poetas, ambas publicadas pela editora Aeroplano. Na primeira, dedicada à geração de 1970, temos nomes hoje incontestáveis como Ana Cristina Cesar, Antônio Carlos de Brito (Cacaso), Francisco Alvim e Waly Salomão, enquanto na segunda, dedicada à geração de 1990, estão, entre outros, Antonio Cicero, Arnaldo Antunes, Carlito Azevedo, Claudia Roquette-Pinto e Eucanaã Ferraz. Na novíssima antologia, o interesse foi ampliado: não apenas poetas, mas também cartunistas, ilustradores, contistas e letristas – todos pioneiros na divulgação de suas obras por meio da internet.

A originalidade da antologia não se restringe, contudo, ao grupo selecionado de artistas e obras: Enter é, por si mesmo, um livro digital, que não pretende, como de costume, se tornar um compêndio orgânico, a receber permanentemente novas peças. Além disso, há de se destacar que Heloísa Buarque recorreu a uma série de “instrumentos” que não funcionariam em papel: canções interpretadas pelos próprios compositores, links e vídeos com leitura de poemas, por exemplo. De certo modo, trata-se aqui do livro do “futuro”, repleto de novos recursos, que já atraíram repórteres de todo o mundo. Até a semana passada, Heloísa já tinha sido entrevistada por argentinos, franceses, norte-americanos, russos… todos interessados na nova antologia.

Entre os autores dessa antologia, Bruna Beber e Ismar Tirelli Neto despontam como os mais significativos da geração. A poesia de Bruna caracteriza-se por uma “dicção” sentimental, em diálogo franco com a música popular brasileira. Contudo, sua poética reduz a sentimentalidade ao mínimo gesto, à economia de palavras, ao ritmo às vezes sincopado e ao verso preponderantemente breve, de corte brusco, muitas vezes invadido por grande irreverência. A sentimentalidade então é descontruída e torna-se, dessa maneira, um campo engenhoso de experimentações formais. Já Tirelli Neto parece um artefato do cinema, capaz de criar variadas formas de representação. Seus poemas revelam um jogo cênico sofisticado, dramático e auto-irônico, a compor um sujeito desorientado diante dos conflitos: “precisamos de um plano. Um projeto. Um projétil”, afirma em “Rufus”, um de seus mais notáveis poemas. Se insistisse nas apostas que as antologias de Heloísa costumam provocar, as minhas fichas seriam lançadas nesses dois poetas.

* * *

Written by bb

December 10, 2009 at 2:12 pm

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Receita para um dálmata
(ou: Soneto branco com bolinhas pretas)

Pegue um papel, ou uma parede, ou algo
que seja quase branco e bem vazio.
Amasse-o até que tome forma
de um animal: focinho, corpo, patas.

Em cada pata ponha muitas unhas
e em sua boca muitos dentes. (Caso
queira, pinte o focinho de qualquer
cor que pareça rosa). Atrás, na bunda,

ponha um fiapo nervoso: será seu
rabo. Pronto. Ou quase: deixe-o lá
fora e espere chover nanquim. Agora

dê grama ao bicho. Se ele rejeitar,
é dálmata. Se comer (e mugir)
é uma vaca que tens. Tente outra vez.

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Gregorio Duvivier em A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (7Letras, 2008)

Written by bb

November 24, 2009 at 12:51 am

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FINALMENTHMENTH

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convite_bbb

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A capa é do MAGALHA.

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E eu espero todo mundo de chinelo!

Dia 26 tem lança em Londrina e dia 30 em São Paulo. Os amigos fora do Hills receberão os convites embreve.

Written by bb

September 14, 2009 at 3:24 am

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estudo sobre as substâncias

felicidade é o que tem dentro
das bolinhas de papel

e se arremesso
lá vai ela

pela porta na careca
do inspetor

brincar de pique, apostar
corrida numa perna só

quica sobe vira pipa
nos braços livres do céu

cai de algodão
das nuvens

e de sono nas penas
dos travesseiros

a felicidade é muito mais
desconcertante que a dor.

Written by bb

September 1, 2009 at 11:46 pm

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CONVITH

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convite_ENTER(2)
As “práticas literárias” de poetas, prosadores, quadrinistas, cordelistas e rappers de todo o país estarão no site ENTER – Antologia Digital, criado por Heloisa Buarque de Hollanda.

O espaço reúne o trabalho textual e audiovisual de 37 escritores com idades variando entre 20 e 40. Os autores selecionados são, também, atores, músicos, cartunistas, apresentadores de TV, editores, web designers, produtores culturais e ativistas.

Written by bb

August 5, 2009 at 1:26 pm

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Negro Coração

negro é meu coração
minha alma, uma folia
nos seus olhos vi um rio
me chamando pra Bahia

essa vida é um carretel
levo ela por um fio
quando morrer vou pro céu
embriagado num navio

me criei numa senzala
capoeira foi meu chão
fiz o dia de xangô
cair no de São João

o meu tom de pele preta
bem mais claro se tornou
alguns dizem que é astúcia
outros dizem que é amor.

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Chacal in Comício de Tudo – Ed. Brasiliense , 86

Written by bb

July 21, 2009 at 1:30 pm