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Archive for the ‘cronicidade’ Category

Genilda

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Apenas para registrar a beleza das rifas com nomes próprios. Por onde andavam?

Hoje me ofereceram essa. Tamanhemossão. Comprei a Genilda. Se o prêmio fosse uma caneta, eu ainda compraria a Genilda. Nem quero ganhar o prêmio, quero apenas ver Genilda vitoriosa.

Passei muitos anos comprando todas as NORMAS de todas as rifas que apareciam pra mim, só pela piada.

Afinal era o único jeito de comprar uma REGRA ou um MODELO. Mas as normas obviamente nunca me deram nenhuma alegria.

Daqui em diante só comprarei GENILDAS, algo me diz que são mais autênticas e de muito muito tino.

Written by bb

May 24, 2011 at 1:09 am

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Um lugar mindinho meu

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Gostaria de reviver a moda lançada por Roberta Miranda nos anos 90: pintar somenth o mindinho de vermelho. Close na mão esquerda:

Me pergunto por que tão nobre estilo se perdeu. Ou ainda: terá sido superstição? Promessa?

Pelo que me lembro, da estante de disco da minha avó, este não é o único disco no qual Roberta estampou este gracejo.

Jorge, conto com sua influência e kharisma.

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::Atualizando com uma valiosa informação de Samcaçambao: “é a unha que o josé rico, da dupla milionário & josé rico, usa até hoje. Daí a saber quem influenciou quem (rs…)”.

Gent isto é muito chocante vamos averiguar.

Written by bb

April 27, 2011 at 12:13 pm

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Queu vo pra seu enterro, mizéra

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(…)

Teotônio é que vivia na rua. Um dia, na Praia Vermelha, meteu-se numa aventura escandalosa. Andava às voltas com uma rapariga geniosa que, quando ele menos esperava, lhe desfechou uma porção de tiros, tomada de ciúmes. Os tiros falharam, porque a moça tinha má pontaria. Mas houve grande escândalo e um jornal qualquer publicou uma reportagem sensacional sobre o incidente. Teotônio procurou impedir que a notícia chegasse à sua casa, mas Dona Guiomar, naturalmente, acabou sabendo de tudo. Já estava ficando velha e tolerava todas as infidelidades e todos os abusos do marido. Daquela vez, porém, sentiu-se atingida pelo escândalo e desmoralizada pela infâmia de Teotônio:
— Você acha que devo me suicidar, Juju?
Formulou essa pergunta à filha mais velha no mesmo tom em que interrogaria a respeito do vestido com que tivesse de ir à missa.
— Ora essa, mamãe! Eu posso lá saber? A senhora é que sabe.

(…)

Velórios [1936], do Rodrigo M. F. de Andrade, a cada conto que termina só me lembra o melhor video do mundo:

Vai morrê palá você, disgrassa

Written by bb

April 26, 2011 at 12:46 pm

TINETA

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Mais uma cançãozinha em parceria-pureza com o Risos, gravada ontem num parq de Lisboa com a ajuda do FORTUITO.

Written by bb

March 28, 2011 at 1:17 pm

MELANCORIZA NA JANELA DO FUSCA

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Retomo a série CARINHO COMPAQTO com as músicas que mais ouvi e curti na madrugadona das rádios do Hills enquanto ia e voltava com meus pais de e para Parada de Lucas, Coelho Neto, Ilha do Governador e Nilópolis.

A época é precisa: começa em 92, dois anos antes da construção da linha vermelha. Não estive jovem na construção de Brasília, mas andei muito de bicicleta numa parte terreno do onde depois construíram a viexpressa.

Dava de costas prum bairro que morei chamado LAGUNAS E DOURADOS (o monumento ao acontecido ironicamente fica na Urca). Minha primeira incursão como mestre de obras é que sempre passava por lá durante o processo pra verificar o andamento. Eu não sabia do que se tratava na época, mas anos depois percebi.

As músicas são maioria do final dos anos 80, os êxodos começaram em 92 mas e essa época não termina nunca porque essas músicas tocam até hoje, nos mesmos horários, se você refizer qualquer percusso desses. É a superação do jabá pela memória.

Na linha vermelha também vi a sombra (o espírito, a alma) de uma mulher nua correndo no meio da pista de madrugada e quase caindo no carro do meu pai. Não só eu vi, eles viram também. Ela sumiu depois. A teoria do meu pai é que provavelmente ela teria sido estuprada numa das favelas ali perto – Vila Ideal ou Lixão – e começou a correr pelada transtornada pra fugir. Jamais saberemos.

Tive que deixar muita coisa de fora porque só quis botar a primeira seleção que me veio na cabeça, assim na emossão.

LINHA VERMELHA – A MELANCOLIA INTERMUNICIPAL
1. Frisson – Tunai
2. Reluz – Marcos Sabino
3. A lua e eu – Hyldon
4. Cada um, cada um – Claudio Zoli
5. Aventura – Eduardo Dusek
6. Só pro meu prazer – Heróis da Resistência
7. Cheia de charme – Guilherme Arantes
8. Esquece e vem – Nico Rezende
9. Papel machê – João Bosco
10. Escândalos de luz – Affonsinho
11. Muito estranho – Dalto

REMEMORE COMIGO baixando.

Written by bb

January 4, 2011 at 3:33 am

BALA OITO

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Written by bb

December 13, 2010 at 11:37 am

ISTO É UM TÍSICO

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da entrevista que dei pro BALA em setembro desse ano.

O balinha é uma proposta em formato de insanidade pureza do Pardal, do Arthur e do Franco.

Acompanhei todos os episódios deste lost na Ilha de Hills de Janeth e fiquei feliz de gravar com eles.

Pra sair um pouco do cartão postal, pedi pra gravar em Sanja. E rolou.

Mas, gostaria de deixar registrado que foi o único programa no qual o convidado não bebeu nada.

Eles me deram água.

Se fosse o caso de deserto, acharia um gesto muito belo. Mas como não, GRANDE DESFEITA.

A compensação foi, ao final, uma visita ao bar mais suíno e maravilhoso e antigo de Sanja: o BAR SEM NOME.

Um dia ele já se chamou BAR DA DONA EVA. Quando ela morreu, seu marido assumiu, e virou BAR DO SEU EDSU.

Hoje é o filho que toma conta, então arrisquemos BAR DO FILHO DELES.

Segue o tísico, daqui a uns dias o completude vai ao ar.

Written by bb

December 10, 2010 at 8:02 pm

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