mídias virgens & condessa buffet

nuvenzinha, somatório de vigores, sementério de notícias, melancoriza e dengo

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Estudos absurdos

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Deve ser estonteante ser uma porta de correr de um local movimentado.

Mal foi tem que voltar, torcicolos, dores musculares a granel na região do trapézio.

E ficar num gimme five ininterrupto com outra porta com a qual, provavelmente, não se tem a menor intimidade.

Até então só consegui perceber três tipos de existência na inanimação:

1. a paradona, também conhecida como caseira, que são os objetos que não precisam interagir, mas podem, se assim quiserem.

Exemplo: uma peteca, um canudo, um banco

2. a badalada, que são os objetos automáticos. Assim que alguém aperta um botão, liga a caixa de força ou coloca pilha, o objeto é obrigado a trabalhar. A não ser que falte de luz, acabe a pilha ou estoure a fiação, e essa talvez seja a grande vingança e alívio momentâneo deles todos.

Exemplo: as portas automáticas, as escovas de dente massageadoras, as bonecas tontas que batem palmas

3. a equilibrada, o objeto não é nem totalmente desautomático nem totalmente automático, ele tem algum tipo de efeito especial ou truquezinho que permite ser um pouco de cada coisa.

Exemplo: a cadeira de balanço.

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February 9, 2009 at 8:35 pm

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O Plástico Bolha, jornal do Dpto de Letras da PUC-Rio, publicou Vestidos. Tem 8 mil exemplares distribuídos nas universidades, cinemas, bares, bancas e cafés do Hills. Digrassa.

Ampliado aqui.

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June 10, 2008 at 3:48 pm

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POLU

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Assim que me mudei pra Çampaula desenvolvi uma duenssa chamada GRIPE ETERNA.

Conhecida por alguns como ALERGIAS SORTIDAS E GENERALIZADAS.

Por outros como ESPIRROS MATINAIS RITMADOS.

E por outros alguns como TOSSES NOTURNAS DRAMÁTICAS À LA PAVAROTTI.

Nunca tive esses arroubos otorrinolarigologísticos, e não to curtindo nada nada essa emoção.

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May 21, 2008 at 2:06 pm

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Ladainha

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Não sei se tou mermo caducando, ou se a minha cabeça anda fazendo associações bizarras demais, mas lembrei do refrão daquela música do Pedro Luís & A Parede – Rap do Real – cantei e achei meio árabe:

um real aí é um real um real aí é um real aí é um real um real

Cantei mais rápido e me certifiquei. É mermo árabe.

Se a gente parar pra reparar, ladainhas de camelô, em geral, parecem sarau do alcorão. Deve ser porque árabe com meia dúzia de frases, se deixar, vende até a mãe. Ou deve ser porque ladainha é tudo igual. Mãe também.

Aí fiz uma viagem pelo Oriente na minha cabeça em 3 minutos e o que mais me emocionou de lembrar foi a moda do KHALED no Brasil e seu hit EL ARBI, do qual eu jurei ouvir muitas vezes “Guilhermiiii-guilhermi-i-i” do verso yana l’arbi.

Visto este panorama degringolado, lembrei dumas fitas com capas à la programa da ONU que meu pai me deu na infância uma vez: crianças de várias nacionalidades de mãos dadas em volta de um globo com roupinhas características de cada país, aquela representação babaca e padrão das “diferenças”. Elas cantavam e narravam em línguas estranhas.

Não sei como chegaram ao meu pai, não sei como vieram parar em mim, mas o mais importante é que não sei onde foram parar no fim. Eram vários volumes com capas diferentes, mas todas com a etiqueta incompreensível. E eu sinceramente espero que tenham ido pro mesmo lugar pronde vão os isqueiros e os guarda-chuvas, que a gente não acha nunca mais.

Muitas horas depois dessas lembranças desagradáveis, saracoteando dentro de casa, vem da sala o som do Globo Repórter. Como o GR só tem quatro pautas – saúde, lugares exóticos, religião e vida animal – vi que a matéria que se repete há seilá quantas sextas-feiras há 50 anos, era sobre Israel, Jerusalém dividida, mesquitas, garoto jesus e outros temas bíblicos.

Nessa que ouço JERUSALÉM, estico mais o pescoço e fico ouvindo a mensagem que o enviado Messias Sérgio Chapelin tem a me dizer. No BG da narração dele, uma ladainha de fundo, e eu conto pra vocês, posso jurar de pés juntos que ouvi, concluindo lembranças com fantásticas comparações, meu coração não se enganou: era o Rap do Real.

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May 17, 2008 at 3:36 am

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April 17, 2008 at 4:58 pm

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tsii tchu

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Mike novo no pedaço, dedicado a Cáta e ao Jonas da Apa do Leme.

Músicas do pós-praia de hoje e de 20 anos atrás: Rita Lee, Jonas Sá, Marina e Lulu Santos.

Aprocheguem-se.

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April 10, 2008 at 1:10 pm

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Macanudo

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March 17, 2008 at 10:23 pm

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