mídias virgens & condessa buffet

nuvenzinha, somatório de vigores, sementério de notícias, melancoriza e dengo

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RELÓGIO DE PONTO

Tudo que levamos a sério
torna-se amargo. Assim os jogos,
a poesia, todos os pássaros,
mais do que tudo: todo o amor.

De quando em quando faltaremos
a algum compromisso na Terra,
e atravessaremos os córregos
cheios de areia, após as chuvas.

Se alguma súbita alegria
retardar o nosso regresso,
um inesperado companheiro
marcará o nosso cartão.

Tudo que levamos a sério
torna-se amargo. Assim as faixas
da vitória, a própria vitória,
mais do que tudo: o próprio Céu.

De quando em quando faltaremos
a algum compromisso na Terra,
e lavaremos as pupilas
cegas com o verniz das estrelas.

::

Alberto da Cunha Melo

Written by bb

December 28, 2010 at 3:24 pm

Posted in emossão

2 Responses

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  1. Lindo poema, principalmente a surpreendente e verdadeira parte:

    Tudo que levamos a sério
    torna-se amargo. Assim as faixas
    da vitória, a própria vitória,
    mais do que tudo: o próprio Céu.

    Alexandre Kovacs

    January 3, 2011 at 1:44 pm

  2. lindo e verdadeiro :)

    rosa

    February 8, 2011 at 11:55 am


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