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nuvenzinha, somatório de vigores, sementério de notícias, melancoriza e dengo

Shuffle, esse botão chamado DIRTINO

with 4 comments

O único hábito que ainda não perdi é o de ouvir rádio. Para notícias e músicas, ele sempre me surpreende com um forrozinho gostoso de uma rádio comunitária ou com um mela-cueca desses que toca há 30 anos. Foi a ele, inclusive, que recorri no dia do apagão.

E no meio das mágoas que o jabá promove, gosto da surpresa de estar de passagem por uma estação e tocar uma música que eu adoro. Eu sei que as rádio repetem suas programações, mas quando uma música antiga e querida toca três vezes num espaço de duas semanas em duas rádios diferentes a gente pira.

É como apertar o shuffle no tocador e ele trazer AQUELA música NAQUELE momento. Seja ela um golpe ou um sopro. A diferença do suffle é que na maioria das vezes sabemos o que pode tocar, com exceção, é claro, das músicas que não lembramos mais que temos guardadas.

Dizem que algumas músicas, os livros que devemos ler e as pessoas têm um tempo certo pra chegar. E eu acho que elas usam um tipo semelhante e fatal de isca. Não deve mesmo existir acaso algum na vida, e a distração é o que movimenta grande parte do que é bom.

É prudentíssimo ignorar a apresentação em power point:

Written by bb

November 22, 2009 at 3:41 pm

4 Responses

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  1. Postei o comentário em http://www.abracocentrooeste.ning.com ABRAÇO FORTE

    Joaquim Carlos

    November 22, 2009 at 5:38 pm

  2. Mas às vezes algumas coisas nos são jogadas na cara, sem dó, e rasgam nossas roupas e invadem nossos poros com uma violência que podemos apenas nos render. Ai, ai, o shufflar…

    Petê Rissatti

    November 23, 2009 at 12:51 am

  3. Sabe, eu não consigo compreender esse tempo certo de chegar das coisas, no caso algumas músicas, livros e pessoas. E disso, também não consigo conceber a não existência do acaso. Acho que não sou pego pelo tipo fatal de isca. Já me senti arrebatado por eventos parecidos com o citado na postagem, como o fato da música querida e antiga aparecer por mais de uma vez, como que num movimento atípico de sua natureza. Mas, não consigo me desvincilhar da idéia de acaso. Talvez porque meu corpo seja capaz de não agir, permanecer apático diante do mais fabuloso acontecimento. Tente fazer isso, é apenas ignorar, desacreditar totalmente do caráter fantástico. Nada acontecerá, o evento não acarretará absolutamente nada. Uma quantidade grande de distrações num período curto de tempo, pode anular uma única distração num período mais longo e pleno.

    Thiago

    November 23, 2009 at 11:38 am

  4. Na verdade, acabei blefando um pouco no comentário anterior. Acredito profundamente no fantástico, ou em certos peculiares eventos, arrebatadores, alguns deles capazes de modificar muitíssimo o rumo de uma vida. Mas só posso pensar esses acontecimentos intimamente associados ao acaso. No alto de meu panteão pessoal estão os surrealistas e suas iluminações profanas: o fantástico, a maravilha,
    escondidos nos buracos, labirintos e contradições do grande templo humano que é a cidade, onde o choque de vetores, sem padrões legítimos de movimentos concebem simbolos e superposições de imagens extremamente supreendentes, sem apelo a entidades como o destino
    para sublimar a vida.

    Thiago

    November 23, 2009 at 11:46 pm


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