mídias virgens & condessa buffet

nuvenzinha, somatório de vigores, sementério de notícias, melancoriza e dengo

Archive for August 2009

FUNABEM FEELINGS

with 11 comments

ike nojo

Tava lembrando outro dia dos álbuns de figurinha que eu tive na infância. Não consigo lembrar de todos, mas lembro dos mais significativos:

1. Chaves: não completei por UMA figurinha. Era muito normal não completar um álbum por uma figurinha. Guardei por muitos anos, e lembro que um dia descobri que meu pai tinha jogado fora. Choro até hoje só de pensar. Mas ainda tenho algumas das figurinhas repetidas que sobraram. E obviamente NÃO vendo.

2. Os Trapalhões: era daqueles álbuns de banca de jornal, em papel vagabundo, que completando determinadas figuras você ganhava prêmios. Me lembro que, ironicamente, só consegui completar a figura do JOGO PARA PREPARAR CAIPIRINHA. Ele era de madeira e durou muito. Meu pai usava em todas as festas lá em casa. Que álbum infantil hoje tem um brinde de JOGO PARA PREPARAR CAIPIRINHA?

3. Cavaleiros do Zoodíaco: completei. Colecionei com o meu pai. Primeiro eu o eduquei a assistir o desenho, fazendo de tudo pra que ele se apaixonasse, e aí depois comprei o álbum. Resultado: ele virou o maníaco das figurinhas, de tanto que gostava do desenho, e trazia MUITAS figurinhas todos os dias. Imagina a EMOSSÃO.

4. Amar é…: minha mãe disse que comprou pra mim, mas quem colecionava era ela. Nunca achei muita graça nesse álbum. Nem ficava feliz quando minha mãe comprava figurinhas. Abandonei e quem terminou de colecionar foi minha tia mais nova. Anos mais tarde acho que ele voltou menos cafona, com cards até fofos.

5. Gang do Lixo: o álbum mais foda do mundo. O chefe da Gang era o Ike Nojo, o pantafaçudo acima, que estampava a capa do álbum. Me lembro que meus pais não quiseram comprar, alegavam que era muito asqueroso. Mas minha avó, que era muito bróder, comprou pra mim escondido.

Foi o álbum que eu mais amei na vida, e eu só conhecia um menino além de mim que tinha. Nunca fomos amigos porque ele era duma série a mais que eu. Ele foi expulso do colégio porque um dia teve um surto psicótico na hora do recreio e começou a berrar e correr e chutar TODOS os cascos de refrigerante que tinham no pátio. No final, com as canelas sangrando, ele olhou pra professora de Estudos Sociais e falou “vou te matar, sua piraaaaaaaaanha!”

Nunca tirei meu álbum da Gang do Lixo de casa porque tinha medo de perder. Mas até hoje não sei que fim deram nele. Há uns anos procurei infos dele nas Interwebs, mas nada achei. Hoje fui procurar de novo e achei outras pessoas que também amavam. Pra quem não lembra, dá pra saber a história do álbum e ver algumas das figurinhas aqui.

Décio Ralo, Jaques Brando, Boy Comida, Meio Punk, Nenem Tranhas, Dante Falante, Carlinhos Careta, Soldo Esgoto, Dida Linda, João Bolachão, Bat-Boca, Al Lixone e cia: saudades.

Quase fiz a piada do Você pinta… aqui no título

leave a comment »

1244679136987_f

Orlando Pedroso, indicação do Fábio Moon e do Gabriel Bá na ENTER.

Aliás, sobrevoem a ENTER. Tá djélvis.

Daqui a pouco entra a nova versão, quando os indicados dos artistas selecionados na primeira leva mandam seus trabalhos e indicam outra pessoa.

Written by bb

August 25, 2009 at 4:27 pm

Saqueadores Meticulosos

with one comment

A fotografia tem a reputação pouco atraente de ser a mais realista, e, portanto, a mais fácil das artes miméticas. De fato, é a arte que conseguiu levar a cabo as ameaças bombásticas, datadas de um século, de um domínio surrealista sobre a sensibilidade moderna, ao passo que a maioria dos concorrentes dotados de pedigree abandonou a corrida.

(…)

O surrealismo sempre cortejou acidentes, deu boas-vindas ao que não é convidado, lisonjeou presenças turbulentas. O que poderia ser mais surreal do que um objeto que praticamente produz a si mesmo, e com um mínimo de esforço? Um objeto cuja beleza, cujas revelações fantásticas, cujo peso emocional serão, provavelmente, realçados por qualquer acidente que possa sobrevir? Foi a fotografia que melhor mostrou como justapor a máquina de costura ao guarda-chuva, cujo encontro fortuito foi saudado por um célebre poeta surrealista como uma síntese do belo.

(…)

A belicosa Susan Sontag em 77, no capítulo 3 – Objetos de melancolia – de Sobre fotografia

Written by bb

August 25, 2009 at 12:05 am

with one comment

Written by bb

August 21, 2009 at 6:38 pm

SIGA BEM

with one comment

Dos anos 80 do Roberto ficaram no meu coração:

e

Written by bb

August 20, 2009 at 2:28 am

É O BICHO

leave a comment »

Venho pedir abertamente, em meu nome e do Caju, que o Ricardo Chaves coloque no Youtube um vídeo ou um clipe, que não seja de show ou trio elétrico, de É O BICHO, seu grande hit.

Com isso queremos demonstrar nosso eterno apreço e exibir publicamente seu cantinho cativo no quentinho dos nossos corações pela autoria de um dos versos mais memoráveis do Axé Music dos anos 90:

É o bicho, é o bicho, vou te devorar, crocodilo eu sou.

[Passinho com os braços pra cima e pra baixo]

Estamos aguardando, Ricardo.  E enquanto você não toma tal indispensável providência, segue o poema na íntegra:

Quando o vento bater no seu cabelo
E espalhar sua magia pelo ar
Ele vai me encontrar esperando
Que o destino revele, enfim
Os segredos que tem pra me contar

Há tanto tempo que eu te quero do meu lado
Nossos caminhos não haviam se cruzado
Meu coração bate mais forte na emoção de ter você pra mim

Aquele grito que era preso na garganta se transformou
e a nossa vibração é tanta
Cante comigo pra dizer a todo mundo que esse nosso amor
É o bicho é o bicho vou te devorar crocodilo eu sou.

Written by bb

August 13, 2009 at 2:56 pm

ALUMBRAMENTO

with 2 comments

com que frequência acontece o novo?/ acontece o novo? acontece?/
com que frequência acontece de novo? acontece de novo? acontece?/

eu sempre oscilei, eu nunca confirmei
minha presença, minha presença, minha presença/

se for pra viajar/ que seja voando/ que seja voando/ que seja/
mas se for pra voar/ que seja a pé/ que seja a pé/ que seja/

eu sempre duvidei, eu nunca precisei/
andar de mão dada, andar de mão dada, andar de mão dada/

sorte dos cavalos que deitam pra comer na sombra/

às vezes calha da escolha não falhar/ escolha não falhar, não falha/
às vezes rola do espaço não se espalhar, não se espalhar, palha/

eu te demoro porque eu quero/ não tenho medo do que eu espero:
andar de mão dada, andar de mão dada, andar de mão dada…

de mão dada, do lettuce, o show mais MEMÓRIA POÉTICA que eu assisti no últimos anos.

Written by bb

August 10, 2009 at 3:44 am