mídias virgens & condessa buffet

nuvenzinha, somatório de vigores, sementério de notícias, melancoriza e dengo

Archive for February 2009

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Written by bb

February 20, 2009 at 1:10 pm

Posted in altarzinho

A vó do cu é a maionese

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Durante séculos, a situação da escrita foi de tal ordem que a um reduzido número de escritores correspondia um número de vários milhares de leitores [só na Europa]. No início final do século passado verificou-se uma mudança nesta situação. Com a crescente expansão da imprensa INTERWEBS, que proporcionava aos leitores cada vez mais órgãos locais políticos, religiosos, científicos e profissionais INFORMAÇÃO e ESPAÇO VIRTUAL, uma parte cada vez maior dos leitores começou por, de início ocasionalmente, passar a escrever E A PUBLICAR LITERATURA E POESIA NA INTERWEBS.

Tudo isto começou com a imprensa diária a abrir aos leitores o seu “correio” o blog, e actualmente a situação é tal que quase não deve haver um europeu, inserido no mundo do trabalho uma só pessoa, que não tenha tido possibilidade de publicar uma experiência laboral, uma reclamação, uma reportagem, ou algo afim um blog ou qualquer variação dele.

Assim, a diferença entre autor e público está prestes a perder o seu carácter fundamental Esta diferença torna-se funcional, podendo variar de caso para caso [é o que também tenta esclarecer o cc]. O leitor está sempre pronto a tomar-se um escritor.

[AGORA VOU MUDAR O CAMINHO DA PROSA DO BENJA] Com a crescente especialização do trabalho COM INTERWEBS, todos os indivíduos tiveram de se tornar, voluntária ou involuntariamente, VICIADOS E especialistas numa dada área EM REDES (ou MÍDIAS) SOCIAIS, ainda que num sentido menor, assim tendo acesso à condição de autor ator.

O Benjamim disse isso daí [e eu rasurei atualizando] em 36. Pouquíssimo tempo depois, em 68, o Barthes já tava declarando a morte do autor, esse ESPECIALISTA, e dizia logo de cara que O autor é uma personagem moderna, produzida sem dúvida pela nossa sociedade, na medida em que, ao terminar a Idade Média, com o empirismo inglês, o racionalismo francês e a fé pessoal da Reforma E A AUTO-AJUDA, ela descobriu o prestígio pessoal do indivíduo ou como se diz mais nobremente, da «pessoa humana» do hype.

E a pergunta que não quer calar é: quando você lida com direito autoral, mais conhecido como o imposto que você paga (o que você recebe é insanamente desproporcional) pelo que é seu, você tem a sensação de estar sendo roubado?

Pensemos.

Ou soneguemos.

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Mais referências sobre o título deste post.

Written by bb

February 19, 2009 at 3:32 pm

Posted in instruindo o psit

EMBREVE

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Traçados Diversos – Uma antologia de poesia contemporânea

Editora Scipione – 2009

Annita Costa Malufe, Antonio Cicero, Arnaldo Antunes, Bruna Beber, Chacal, Donizete Galvão, Fabiano Calixto, Fábio Weintraub, Fabrício Corsaletti, Fernando Paixão, Heitor Ferraz, Ricardo Aleixo e Ruy Proença.

Lançamento em março na cidade de Çampaula.

Divulgo o sirvisso completo mais pra frenth.

Written by bb

February 13, 2009 at 5:19 pm

Posted in clipping, cronicidade

EMOSSÃO

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Ontem a Babi subiu no blog dela a melhor coisa dessas 44 tardes iguais de 2009.

Ouvi e instantaneamente virei um feriado.

Daqueles tão alegres que dá vontade de sair na chuva pra brincar de chutar as poças.

E até ontem de noitinha só tinha o vídeo no Pitchfork TV, que esse wordpress gratuito lixo não comporta.

Passei a noite rezando pra uma alma feriado como a minha ter a iluminação e as condições técnicas de subir o vídeo pro Youtube.

E não é q.

Acordei hoje e tava lá o dirgrassado.

Subiram ontem mesmo, logo que vazei das interwebs.

A Babi deu o link pra baixar o disco. É perfeito. Baixem.

Written by bb

February 13, 2009 at 1:03 pm

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constroi

Written by bb

February 13, 2009 at 12:42 pm

Posted in instruindo o psit

Vivement Dimanche!

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De todas as coisas sem carne e osso que me roubaram em 2002 eu só sinto falta de três: um casaco vermelho de capus, uma edição com capa desenhada do Dubliners e o primeiro disco do Vincent Delerm, que tem uma música pra Fanny Ardant, Fanny Ardant et moi. Ontem achei um power point tosco que tem a música, já que só me restou o disco em mp3. Pra ouvir alto e rir:

Written by bb

February 12, 2009 at 1:05 pm

O nosso amor a gente inventa

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É com muito desapontamento que divido com vocês o desenrolar da história de felipeduardo, amor bandido.

Depois de observar, ao longo da inevitável passagem dos dias e a consecuente (não entremos no mérito do acordo ortográfico) repetição dos itinerários da rotina, que a pichação de felipeduardo, amor bandido não se tratava exatamente de um “amor bandido”, resolvi esquecê-la.

Mas antes preciso dizer um dado que não cheguei a compartilhar pelo simples fato de que só percebi sua lógica depois: existe mais de uma pichação felipeduardo, amor bandido espalhada pela Santamaro. A que me referi quando contei era a um 167. Dias depois vi a 169. Vocês me perguntam: – e a 168? Jamais saberemos.

Bom, depois de acordar muito confusa com esta loteria mísitica em que está metido felipeduardo, nosso amor bandido, vinha pela avenida numa manhã de pouco sono pela manhã e justamente por isso tive a revelação de um detalhe que já considero uma das piores notícias de 2009, que, ainda bem, só está começando.

O subtítulo de felipeduardo não se trata de amor bandido, mas sim de gnomo bandido.

Triste, tristíssimo!

Mais triste ainda do que se ver diante da morte de um amor bandido na história da ficção romântica e ter que apagar todas as cenas de tiro, beijo, portas batidas, desesperos e depressões profundas de despedida que você mesmo inventou pros outros, é se ver agora inadiavelmente obrigado a marcar consulta no oftalmologista.

felipeduardo, amor bandido (in memorian)

Written by bb

February 11, 2009 at 4:47 pm

Posted in cronicidade, duenssa