Archive for the ‘puemas09’ Category
Não vai ter pra Patrícia Poeta
O programa Entrelinhas, da TV Cultura, fez uma entrevista comigo, com o Bruno Aleixo e com o Didi.
Foi uma conversa divertida poética e purezinha com a Paula Picarelli.
Vai ao ar no último programa do ano, dia 27 de dezembro, um domingão, às 21h30.
Você, que é fã do Fantástico, faz um esforço!
Quem perder é playboy, mas vai ter uma segunda chance de ver no canal da Cultura no Utubs.
duPORRRRRRRRRTO
Eduardo Coelho assina desde outubro uma coluna mensal – A voz do Brasil – na revista portuguesa de literatura LER.
Na primeira, ele comenta sobre a ENTER, a polêmica do JP com a Argumento, o livro novo do Humberto Werneck, as publicações da antologia de Ruy Belo e de António Franco Alexandre no Brasil etc.
No blog tem uma boa parte da coluna, mas o navio quebrou e ainda não tenho em mãos a versão impressa.
Segue o trecho em que Eduardo diz apostar em mim e no Jura o trófeu que ganhou no Campeonato de Biribinha Para Jovens Piromaníacos de Nova Fruburgo, em 1952, e seu acervo completo da coleção Nossos Clássicos da primeira edição com notas de Alceu Amoroso Lima.
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Enter – antologia digital (http://www.oinstituto.org.br/enter/)
A antologia digital de Heloísa Buarque de Hollanda foi, sem qualquer dúvida, um dos acontecimentos do ano. Suas antologias são marcadas, desde os anos 1970, pela capacidade de antecipar os futuros ícones de cada gerações. Foi assim com as antologias anteriores, 26 poetas hoje e Esses poetas, ambas publicadas pela editora Aeroplano. Na primeira, dedicada à geração de 1970, temos nomes hoje incontestáveis como Ana Cristina Cesar, Antônio Carlos de Brito (Cacaso), Francisco Alvim e Waly Salomão, enquanto na segunda, dedicada à geração de 1990, estão, entre outros, Antonio Cicero, Arnaldo Antunes, Carlito Azevedo, Claudia Roquette-Pinto e Eucanaã Ferraz. Na novíssima antologia, o interesse foi ampliado: não apenas poetas, mas também cartunistas, ilustradores, contistas e letristas – todos pioneiros na divulgação de suas obras por meio da internet.
A originalidade da antologia não se restringe, contudo, ao grupo selecionado de artistas e obras: Enter é, por si mesmo, um livro digital, que não pretende, como de costume, se tornar um compêndio orgânico, a receber permanentemente novas peças. Além disso, há de se destacar que Heloísa Buarque recorreu a uma série de “instrumentos” que não funcionariam em papel: canções interpretadas pelos próprios compositores, links e vídeos com leitura de poemas, por exemplo. De certo modo, trata-se aqui do livro do “futuro”, repleto de novos recursos, que já atraíram repórteres de todo o mundo. Até a semana passada, Heloísa já tinha sido entrevistada por argentinos, franceses, norte-americanos, russos… todos interessados na nova antologia.
Entre os autores dessa antologia, Bruna Beber e Ismar Tirelli Neto despontam como os mais significativos da geração. A poesia de Bruna caracteriza-se por uma “dicção” sentimental, em diálogo franco com a música popular brasileira. Contudo, sua poética reduz a sentimentalidade ao mínimo gesto, à economia de palavras, ao ritmo às vezes sincopado e ao verso preponderantemente breve, de corte brusco, muitas vezes invadido por grande irreverência. A sentimentalidade então é descontruída e torna-se, dessa maneira, um campo engenhoso de experimentações formais. Já Tirelli Neto parece um artefato do cinema, capaz de criar variadas formas de representação. Seus poemas revelam um jogo cênico sofisticado, dramático e auto-irônico, a compor um sujeito desorientado diante dos conflitos: “precisamos de um plano. Um projeto. Um projétil”, afirma em “Rufus”, um de seus mais notáveis poemas. Se insistisse nas apostas que as antologias de Heloísa costumam provocar, as minhas fichas seriam lançadas nesses dois poetas.
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Receita para um dálmata
(ou: Soneto branco com bolinhas pretas)
Pegue um papel, ou uma parede, ou algo
que seja quase branco e bem vazio.
Amasse-o até que tome forma
de um animal: focinho, corpo, patas.
Em cada pata ponha muitas unhas
e em sua boca muitos dentes. (Caso
queira, pinte o focinho de qualquer
cor que pareça rosa). Atrás, na bunda,
ponha um fiapo nervoso: será seu
rabo. Pronto. Ou quase: deixe-o lá
fora e espere chover nanquim. Agora
dê grama ao bicho. Se ele rejeitar,
é dálmata. Se comer (e mugir)
é uma vaca que tens. Tente outra vez.
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Gregorio Duvivier em A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (7Letras, 2008)
FINALMENTHMENTH

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A capa é do MAGALHA.
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E eu espero todo mundo de chinelo!
Dia 26 tem lança em Londrina e dia 30 em São Paulo. Os amigos fora do Hills receberão os convites embreve.
estudo sobre as substâncias
felicidade é o que tem dentro
das bolinhas de papel
e se arremesso
lá vai ela
pela porta na careca
do inspetor
brincar de pique, apostar
corrida numa perna só
quica sobe vira pipa
nos braços livres do céu
cai de algodão
das nuvens
e de sono nas penas
dos travesseiros
a felicidade é muito mais
desconcertante que a dor.
CONVITH

As “práticas literárias” de poetas, prosadores, quadrinistas, cordelistas e rappers de todo o país estarão no site ENTER – Antologia Digital, criado por Heloisa Buarque de Hollanda.
O espaço reúne o trabalho textual e audiovisual de 37 escritores com idades variando entre 20 e 40. Os autores selecionados são, também, atores, músicos, cartunistas, apresentadores de TV, editores, web designers, produtores culturais e ativistas.
Negro Coração
negro é meu coração
minha alma, uma folia
nos seus olhos vi um rio
me chamando pra Bahia
essa vida é um carretel
levo ela por um fio
quando morrer vou pro céu
embriagado num navio
me criei numa senzala
capoeira foi meu chão
fiz o dia de xangô
cair no de São João
o meu tom de pele preta
bem mais claro se tornou
alguns dizem que é astúcia
outros dizem que é amor.
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Chacal in Comício de Tudo – Ed. Brasiliense , 86
Segura, Janeth, tamos subindo a serra
17.07 (15h) – FESTIVAL DE INVERNO SESC 2009 – Sesc Teresópolis
GATILHO POÉTICO: oficina, debate e performance com PEDRO ROCHA, GUILHERME ZARVOS, ERICSON PIRES, BRUNA BEBER E CHACAL - A relação da poesia com o mundo de hoje, o questionamento sobre a função atual da poesia e sua relação com outras artes, como a canção. Como se dá o processo criativo, o que é a poesia e o que é o poeta. Curadoria: BOTIKA e VITOR PAIVA.

Chegamaes!
AZULDA CORDO MAR

Já está nas livrarias da Europa a antologia Otra Línea de Fuego – Quince poetas brasileñas ultracontemporáneas.
Organização de Heloisa Buarque de Hollanda e tradução de Teresa Arijón.
Selo Maremoto, Málaga (ES), edição bilíngüe, 2009.
As poetas estão separadas por cores, de acordo com a idade.
Amarelo: Alice Ruiz, Ana Cristina Cesar, Camila do Valle, Izabela Leal e Virna Teixeira.
Verde: Ángela Melim, Angélica Freitas, Cláudia Roquette-Pinto, Juliana Krapp e Lu Menezes.
Azul: Alice Sant’Anna, Ana Guadalupe, Bruna Beber, Daniela Storto e Marília Garcia.
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Ainda não está a venda no Brasil, e pela Interwebs por enquanto só pela Casa del Libro.
Fotos: Ana Guadalupe.
Sérgio Sampaio
Eu tinha escrito 15 linhas sobre O que todo mundo quer – Ningúem liga, a minha preferida do último disco do Romulo Fróes. Mas eu não gosto nem leio resenhas, sempre opto pela experiência livre ao invés da guiada, principalmente em música, então não vou sacrificá-los. Ouvir é o mais recomendável, baixem o disco que tá liberado pelo artista e ouçam se se interessarem.
Segue o poema.
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Todo mundo quer o que eu não quero
Um braço de mar, uma linda paisagem
Todo mundo quer, o mais otário
Um dicionário, poemas de amor e de saudade
Todo mundo quer um trapo, um troço, um pouco
Pra botar na sala, pra esconder na cara
Todo mundo quer viver
Como é que eu sei que todo mundo quer?
Então, numa ilusão, mandei parar a produção
dos carros, cortei salários, quebrei faróis,
os si bemóis, Programas de televisão
joguei no chão, meu sonho em vão
deixei lá fora meu país e fui embora
Carnaval e mágoa, agora fico fora da canção
Olha lá, no mundo morto é o nosso amor quem brota
Se pela porta entram os homens numa nova mesma era
Agora, agora a história não, não entro não
Bem do meu peito apossa o rio do teu cordão
Entre duas gemas, dois problemas, dois dilemas
Eu escolho sempre o coração
Todo mundo quer o que eu não quero
Um braço de mar, uma linda paisagem
Todo mundo quer, o mais otário
Um dicionário, poemas de amor e de saudade
Todo mundo quer um trapo, um troço, um pouco
Pra botar na sala, pra esconder na cara
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
-
Subo nas árvores, subo na vida
Subo na escada e no poste de luz
Subo na chuva, na nuvem, na lua
Subo no Cristo, na cruz
Procuro do alto, cada vez mais alto
Aquilo que em ti me ilumina e conduz
Nem Deus, nem diabo
És tão engraçado
Mistura de réu e juiz
És meu namorado, pedaço arrancado
De dentro de tudo que fiz e não fiz
Tens nervos de aço, amigas, palhaços
e choras num dia feliz
Irmão disfarçado ou pobre coitado
O sol dessas noites de gelo e de giz
O pólo te abriga e o deserto não liga
Se és feito de lágrimas ou vis
Ninguém liga para nós
Ninguém liga
Nunca ligou pra nenhum de nós
Ninguém ouve a minha voz
Ninguém ouve
Ninguém nunca ouviu nenhum de nós
Desço do carro, desço na vida
Desço a ladeira que leva pro mar
Desço cantando, desço chorando
Peço pra Deus me ajudar
Peço pra quem, ninguém
Eu sei que vivo bem
Cheio de amor pelo que nunca vem
Meu santo é o vento, meu deus é por dentro
E o raio de sol meu altar
Boiando na multidão, ligado no que eles são
Sozinho e comum, tento multiplicar
Os frevos que eu sei, não sei
Os sambas que fiz, não fiz
Os beijos que eu quero te dar
Ninguém liga para nós
Ninguém liga
Dessa vez ficamos sós
Ninguém ouve a minha voz
Ninguém ouve
Acredito agora estamos sós
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver
Todo mundo quer viver.
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![Diário de Pernambuco [03.12.10] Diário de Pernambuco [03.12.10]](http://farm6.staticflickr.com/5127/5261924892_e11f40db5d_t.jpg)