Archive for the ‘meus botões’ Category
Para compor um tratado sobre passarinhos
Longe das esquinas de Ipanema III
Mas muito mais curioso do que isso, do que tudo isso e do que pensar que minha mania de “ruas com nomes diferentes pras quais eu posso construir alguma ligação ou não” começou no Rio na vez que passei pela primeira vez na RUA DA RELAÇÃO e percebi que ela era muito próxima à RUA DOS INVÁLIDOS, foi descobrir que no Tatuapé existe uma rua chamada
BATE CORAÇÃO
peito de remador
Eu vou prestigiar esse vídeo desafinado – afinal de contas nem sempre a afinação é essencial – porque ele é o único registro quando se procura por Nicanor, do Chico, no Utube. Achei bonito que o cara tenha compartilhado na inocência seu momento íntimo de pureza ao violão cantando só pra se alegrar uma música que ele também deve gostar muito.
Nem falo pela técnica, mas pela emoção, acredito que cantar seja a forma mais corajosa e genuína de expressão – sai da alma, do coração, do corpo inteiro ao mesmo tempo – e quem consegue verdadeiramente se ouvir e se alegrar com a própria voz invoca as profundezas da doçura e alegra os outros também.
Não que dançar, escrever, pintar, fotografar, desenhar, filmar, encenar, tocar etc não sejam formas genuínas e corajosas de expressão, mas é que cantar, seilá, é diferente. É uma mistura de fênomeno físico com a metafísica porque dá dança às palavras e coloca seus sons em vibração no espaço.
onde andará Nicanor/ tinha mãos de jardineiro/ quando tratava de amor/ há tanta moça na espera/ suas gentis primaveras/ um desperdício de flor/ onde andará Nicanor/ tinha amor pro porto inteiro/ um peito de remador/ (…) onde andará Nicanor/ tinha nó de marinheiro/ quando amarrava um amor/ (…)
almoxarifado
Pip, Fup etc
Minha cabeça parecia um balão cheio de medo. Olhei para Pip e por uma fração de segundo senti como se ela não fosse ninguém especial no esquema maior da minha vida. Era só alguma garota que tinha me amarrado à sua perna para ajudá-la a afundar quando ela pulasse da ponte. Então pisquei e estava outra vez apaixonada por ela.
Trecho do conto “Alguma coisa que não precisa de coisa alguma” do livro novo da Ciranda July – É claro que você sabe do que estou falando – Ed. Agir
Via Bri
tango es el abrazo
El Tango, por Pablo Corral Vega
Para vivir se necesita de poesía. Me refiero a la licencia que concedemos al mundo de tocarnos, de transformarnos, de herirnos; de arrebatarnos, de elevarnos, de hundirnos; de rescatarnos, de exponernos, de arroparnos, de desnudarnos.
“Uno”, ese tango tan amado de Enrique Santos Discépolo, dice “Uno busca lleno de esperanzas el camino que los sueños prometieron a sus ansias… Sabe que la lucha es cruel y es mucha, pero lucha y se desangra por la fe que lo empecina. Uno va arrastrándose entre espinas y en su afán de dar su amor, sufre y se destroza hasta entender, que uno se ha quedado sin corazón. Precio de un castigo que uno entrega, por un beso que no llega, o un amor que lo engañó…”
Cuando se vive con poesía, se ponen en riesgo el corazón, los afectos, la paz. Se arriesgan la mente, la piel, los huesos.
(…)
Continue lendo o relato do Pablo no Nestra Mirada, um grupo de fotoperiodistas iberoamericanos do Ning. Esse trabalho, que virou vídeo, foi um projeto realizado para a National Geographic. Você pode ver lá.
Sobre o velho tema da saudade
Tenho que confessar que adoro o sotaque da Astrud Gilberto cantando em inglês. Ta certo que você não ouviu ela cantar em português muitas vezes, e dou razão. Em inglês é mais bonito. Não conheço muito pindoramense que curta, só ouço dizer que é sem emoção. Não acho. Gosto daqueles “r” caipiras dela pairando na melancoriza do nariz. Acho um chaume. Pabadabadá, pabadabadá. A versão de “Fly me to the moon” ilustra bem essa belleza.
Do amor
Conheço uma garota sujo sobrenome é D’AMORE.
Eu não sabia desse detalhe, só soube hoje.
Nunca tinha conhecido alguém com esse sobrenome.
Na verdade, nem sabia que existia.
Achei que D’AMORE fosse só uma banda carioca chegada nas nordestinidades.
Perguntei se era brincadeira, mas é verdade mermo. Ela assina Fulana D’amore.
Que fardo, que bonito.
Icengrassa
Dizem que esse guaraná novo da Antarctica gela a goela, mas ele dá é um malestar na goela.
Não senti nenhuma EMOSSÃO.




