Archive for the ‘altarzinho’ Category
Morte do autor
(…)
Ah, mas eu acho ótimo fasilficar tudo e ninguém mais saber o que é verdadeiro, o que é falso. E aquilo que você compraria por 10 mil dólares você compra por 50 reais naquele africano que tá com aqueles cobertores no chão em todos os lugares do mundo vendendo. E você compra e ninguém sabe de mais nada. Eu acho ótimo pra acabar com essa história desse absurdo de bolsas de 10 mil, 15 mil dólares porque é da grife tal. Eu adoro. Eu só uso bolsa falsa.
Mas eu espero que essa fase do mundo passe. E que eu esteja viva pra ver outro mundo que não seja esse que a gente tá vivendo agora com essas coisas grifadas que todo mundo compra porque é Philippe Starck e etc etc etc, que eu não vou citar todos porque não precisa.
(…)
Day-o
Toda vez que almoço numa sala de reunião com a reunião rolando eu lembro dessa cena:
Shuffle, esse botão chamado DIRTINO
O único hábito que ainda não perdi é o de ouvir rádio. Para notícias e músicas, ele sempre me surpreende com um forrozinho gostoso de uma rádio comunitária ou com um mela-cueca desses que toca há 30 anos. Foi a ele, inclusive, que recorri no dia do apagão.
E no meio das mágoas que o jabá promove, gosto da surpresa de estar de passagem por uma estação e tocar uma música que eu adoro. Eu sei que as rádio repetem suas programações, mas quando uma música antiga e querida toca três vezes num espaço de duas semanas em duas rádios diferentes a gente pira.
É como apertar o shuffle no tocador e ele trazer AQUELA música NAQUELE momento. Seja ela um golpe ou um sopro. A diferença do suffle é que na maioria das vezes sabemos o que pode tocar, com exceção, é claro, das músicas que não lembramos mais que temos guardadas.
Dizem que algumas músicas, os livros que devemos ler e as pessoas têm um tempo certo pra chegar. E eu acho que elas usam um tipo semelhante e fatal de isca. Não deve mesmo existir acaso algum na vida, e a distração é o que movimenta grande parte do que é bom.
É prudentíssimo ignorar a apresentação em power point:

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Mário de Andrade em A Costela do Grão Cão
Imaginário Cancioneiro Coletivo
A música I don’t Know what to do, faixa 3 do disco Break up, do Pete Yorn & Scarlett Johansson
Me lembra muitamente Coração de Papelão, que o Jairzinho e a Simony gravaram no disco dupla deles (áureos tempos) e que me fez chorar duzentas vezes as reservas de uma Itaipu na infância
Que é uma versão de Puppy Love, de The Osmonds, banda de Donny Osmond
E faz alusão e cita a famosa cantiga popular infantil Se essa rua fosse minha, da qual desconheço a origem, mas sei que já foi gravada até em formato samba pelo Mário Lago. Das versões mais emocionadas fico com a da Bethânia no Drama 30 ato, embora também goste muito na voz do Leandro e Leonardo.
É um lindo poeminha:
Se essa rua/Se essa rua fosse minha
Eu mandava/ Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas/ Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver/ Só pra ver meu bem passar
Nessa rua/ Nessa rua tem um bosque
Que se chama/ Que se chama solidão
Dentro dele/ Dentro dele mora um anjo
Que roubou/ Que roubou meu coração
Se eu roubei/ Se eu roubei teu coração
Tu roubaste/ Tu roubaste o meu também
Se eu roubei/ Se eu roubei teu coração
Foi porque/ Só porque te quero bem.
No toca-fita do meu carro

O Saraiva Conteúdo me convidou para fazer uma coletânea de 10 músicas pra RÁDIO deles.
Então selecionei o que julgo e aprecio como AS 10 MAIS DO CANCIONEIRO CORAÇÃO DOÍDO PORÉM PURO DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA, também conhecido como brega.
Trata-se do suprassumo alegre da desilusão, um breve ENSAIO SOBRE A MÁGOA que assola o coração brasileiro desde que a capital do país passou a ser Brasília.
A coletânea já está no ar, chama-se CORAÇÃO ROLOU NO LIXO – O COMPACTO DISCO e contempla:
1. Evaldo Braga – Mentira
2. Adilson Ramos – Sonhar Contigo
3. Paulo Sérgio – Fujo de mim
4. Marcio Greick – Impossível acreditar que perdi você
5. Reginaldo Rossi – Desterro
6. Benito di Paula – Você vai ficar na saudade
7. Barto Galeno – Lembranças do Rei
8. Nelson Gonçalves – Naquela mesa
9. Paulo Diniz – Pingos de amor
10. José Augusto – Meu destino é você
Você pode ouvir AQUI.
Ouça também as seleções de Jaime Alem, Rodrigo Faour, Silvia Machete, Roberto Berliner, Alessandra Colasanti, Claudio Manoel, Matheus Souza, Mart`nália, José Alvarenga, Francisco Bosco, Ramon Mello, Sérgio Rodrigues e mais uma galera.
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E também pode baixar a VERSÃO ALARGADA, que contém também os seguintes sucessos:
_ Não se vá – Jane e Herondi
_ Eu não sou lixo – Evaldo Braga
_ Cadê Você – Odair José
_ De que vale ter tudo na vida – José Augusto
Radinho de pilha
E hoje deixo vocês com “Don’t let me cry”, um lindo sucesso de 73, na voz de Mark Davis.
Mark Davis, pra quem não sabe, era o pseudônimo do Fábio Jr quando começou sua carreira e cantava em inglês.

Via Magalha, via Objeto Sim Objeto Não
diversão
HAHAHAHAHAHAHA
Full of habits, versão de Cheia de Manias, do Raça Negra.
Conheça o canal Pagode Versions.
Via Eduardo Viveiros.

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