Archive for July 2009
Vaza, Elba!
Eis a nossa (minha e da Elba) singela homenagem a todos os presentes no ARRAIÁ DA PARTILHA.
Genebra, tremei!
- Aí tava lá com ela, e pá, a mulher vira pra mim e fala que tava com gripe suíça.
- Meeeeu, cê não ficou com medo não?
- Gripe Suiça? Gripe SUÍÇA?
- Ah, tá. (Risadas)
- Meeeu, não ri não! É cada mulher que me aparece.
- Desencana, mulher é tudo assim memo…
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Diálogo que eu ouvi em frente ao Kilt esse fds.
TIREI PARTIDO
O Jocafi, do Antonio Carlos e Jocafi,

é ou num é A CARA do Marçal Aquino?

Absusô…
Pra quem nunca ouviu falar da dupla Antonio Carlos e Jocafi, eles são os autores de Você Abusou, samba que tem uma das melhores estrofes do mundo: que me perdoe/ se eu insisto nesse tema/ mas não sei fazer pUema ou canção/que fale de outra coisa/ que não seja o amor.
Que foi gravado pelo Vinicius, Toquinho e Maria Creuza naquele disco fodão deles três:
Vai, Creuzinha!

Foto que o Edu tirou duma pichação genial no chão da rua dele.
Ou melhor, na porta da casa dele.
Didimocolizar é isso.
Negro Coração
negro é meu coração
minha alma, uma folia
nos seus olhos vi um rio
me chamando pra Bahia
essa vida é um carretel
levo ela por um fio
quando morrer vou pro céu
embriagado num navio
me criei numa senzala
capoeira foi meu chão
fiz o dia de xangô
cair no de São João
o meu tom de pele preta
bem mais claro se tornou
alguns dizem que é astúcia
outros dizem que é amor.
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Chacal in Comício de Tudo – Ed. Brasiliense , 86
Segura, Janeth, tamos subindo a serra
17.07 (15h) – FESTIVAL DE INVERNO SESC 2009 – Sesc Teresópolis
GATILHO POÉTICO: oficina, debate e performance com PEDRO ROCHA, GUILHERME ZARVOS, ERICSON PIRES, BRUNA BEBER E CHACAL - A relação da poesia com o mundo de hoje, o questionamento sobre a função atual da poesia e sua relação com outras artes, como a canção. Como se dá o processo criativo, o que é a poesia e o que é o poeta. Curadoria: BOTIKA e VITOR PAIVA.

Chegamaes!
APROVEITANDO OS PINGOS
no telhado e o outro lado da janela todo cinza, esse complô que não deixa ninguém sair de casa – nessas horas penso o que seria da humanidade sem os serviços delivery – um vídeo que o Risos fez pruma proposta da Mostra Sesc SP de Artes 2008.
Nem só de elevadores vivem os comentários que fazemos a respeito da meteorologia. É pauta irresistível desde a Bíblia. E eu sei praonde eles vão assim que o tempo mudar: eles vão voltar.
Queria saber que tipo de fascínio ou falta de assunto nos leva a falar sobre a temperatura e o tempo. Talvez seja a essência contemplativa lusitana, talvez a vontade de falar sobre o que todo mundo entende.
O tempo, como bem me lembraram agora, é estático: “o jeito é se mover porque o espaço é móvel, ou seja, somos nós que passamos.”
De qualquer forma, a saída pros dois é cuidar pra que a preguiça – essa dádiva – não vire um estado de coma.
ZUCA SARDAN

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MACBETH
(…)
Às vezes tenho a sensação de que nada do que acontece acontece, porque nada acontece sem interrupção, nada perdura nem persevera nem se recorda incessantemente, e até a mais monótona e rotineira das existências vai se anulando e negando a si mesma em sua aparente repetição até que nada seja nada e ninguém seja ninguém que tenham sido antes, e a frágil roda do mundo é empurrada por desmemoriados que ouvem e vêem e sabem o que não se diz nem sucede nem é cognoscível nem comprovável. O que ocorre é idêntico ao que não ocorre, o que descartamos ou deixamos passar idêntico ao que não provamos, e no entanto vai-nos a vida e vai-se-nos a vida em escolher, em rejeitar e selecionar, em traçar uma linha que separe essas coisas que são idênticas e faça de nossa história uma história única que recordemos e possa ser contada. Dirigimos toda a nossa inteligência, os nossos sentidos e o nosso afã à tarefa de discernir o que será nivelado, ou já está, e por isso estamos cheios de arrependimentos e de ocasiões perdidas, de confirmações e reafirmações e ocasiões aproveitadas, quando o certo é que nada se afirma e tudo vai se perdendo. Ou talvez que nunca tenha havido nada.
(…)
Coração tão branco, Javier Marías – Cia das Letras, 2008
AZULDA CORDO MAR

Já está nas livrarias da Europa a antologia Otra Línea de Fuego – Quince poetas brasileñas ultracontemporáneas.
Organização de Heloisa Buarque de Hollanda e tradução de Teresa Arijón.
Selo Maremoto, Málaga (ES), edição bilíngüe, 2009.
As poetas estão separadas por cores, de acordo com a idade.
Amarelo: Alice Ruiz, Ana Cristina Cesar, Camila do Valle, Izabela Leal e Virna Teixeira.
Verde: Ángela Melim, Angélica Freitas, Cláudia Roquette-Pinto, Juliana Krapp e Lu Menezes.
Azul: Alice Sant’Anna, Ana Guadalupe, Bruna Beber, Daniela Storto e Marília Garcia.
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Ainda não está a venda no Brasil, e pela Interwebs por enquanto só pela Casa del Libro.
Fotos: Ana Guadalupe.


