Archive for September 2008
LEVE
Começa no dia 8 e vai até o dia 18 de outubro a Mostra Sesc de Artes 2008 com mais de 160 trabalhos em Teatro, Música, Dança, Multimídia & Internet, Artes Plásticas & Visuais, Literatura e Cinema & Vídeo em todas as unidades da capital e da grande çampaula.
Participo com orgulho do POEMA PASSAGEIRO, parte do projeto de poesia do guerrilheiro de afetos, Ricardo Silveira, o meu querido RISOS, que inclui:
POEMA PARA VIAGEM
literatura | intervenção
Pequenos poemas para serem destacados e levados para casa. Um lembrete para um momento de descanso. É com essa idéia que Poema para Viagem se apropria dos espaços e faz uma paródia com anúncios de venda (ou aluguel) de produtos e serviços com quem cruzamos em nosso dia-a-dia. O projeto tem curadoria de Ricardo Silveira, artista plástico e poeta. Autores: Ademir Assunção, Alice Sant´Anna, Ana Guadalupe, Carlito Azevedo, Fabrício Corsaletti e Ricardo Silveira.
SESC Avenida Paulista & no SESC POMPÉIA
08/10 a 18/10.
Terça a sexta, 13h às 22h. Sábado e domingo, 10h às 19h.
DIGRASSA
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POESIA DE BEBEDOURO
Ricardo Silveira (São Paulo, SP)
literatura | intervenção
Objeto de nosso cotidiano que tem como função saciar a sede é agora utilizado como suporte literário. Textos do poeta paulista Ricardo Silveira serão aplicados em diversos bebedouros da unidade do Sesc Pompéia.
SESC Pompéia
08/10 a 18/10.
Terça a sexta, 9h às 22h. Sábado e domingo, 9h às 20h.
DIGRASSA
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POEMA PASSAGEIRO
literatura | artemídia | intervenção
Inserção de dez poemas inéditos de dez diferentes poetas na programação cultural das TVs dos ônibus da capital paulista e na programação da TV Minuto, que está presente nos aeroportos e livrarias da cidade.
A intervenção questiona a distribuição de poesia para círculos cada vez mais restritos. Curadoria de Ricardo Silveira. Autores: Ana Rüsche, Angelica Freitas, Bruna Beber, Chacal, Leo Gonçalves, Marcelo Montenegro, Marcelo Sahea, Ricardo Domeneck, Ricardo Silveira e Rodrigo Garcia Lopes.
Apoio: Bus Mídia Televisão Coletiva e TV Minuto
09/10 a 17/10
Horário de circulação dos ônibus municipais e da programação das televisões internas de aeroportos e livrarias. A ser divulgado.
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CHOREI
Palavra Encantada é um documentário de longa-metragem (86min) que percorre uma viagem na história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música. Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo, Palavra (En)cantada passeia pela música brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da nossa cultura, performances musicais e surpreendente pesquisa de imagens.
O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. Imagens de arquivo resgatam momentos sublimes de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Tom Jobim.
Um filme de
Helena Solberg e Marcio Debellian
15 de setembro
O jornal O Globo convidou poetas e letristas pra escreverem textos e poemas sobre a crise do começo da semana passada em Wall Street. O especial itinerante LOGO, editado pelo Arnaldo Bloch, saiu hoje no caderno de Economia.
Entre os convidados, Patrícia Evans, Tom Zé, Paulo Franchetti, Abel Silva, Ítalo Moriconi, Henrique Rodrigues, Geraldo Carneiro, Toni Marques, Aldir Blanc, Braulio Neto, Claufe Rodrigues e euza.
Quem quiser ler a edição toda, clicaqui.
vitroligna
Consigo encontrar todos os vinis da Nana Caymmi que eu já tenho, mas o meu preferido – nana caymmi, de 79 – ainda não consegui encontrar.
Quem tem pode pedir qualquer dinheiro.
Faço negócio.
Zack Box
Curto essa vala aí.
Aliás, curto qualquer reggae. De preto ou de branco. Reggae tru ou reggae pop.
Se o clipe tiver imagem de praia, cachoeira, montanha, sol, viagem, gente rindo e cantanto junto, então, é tudo que eu espero de um clichê.
Hoje enquanto trocava uma idéia com um dos motoboys do prédio que eu trabalho, o Zack, o celular dele tocou e eu comentei:
- Porra, zack, tu também tem esse toque de celular? Já ouvi uns cinco toques de celular dessa música na rua.
- É, mina, show! Tu curte? As mina tudo curte.
- Curto, po. Tá na trilha da novela agora, né?
- É, o celu toca no buzão elas fica tudo com o olhozinho brilhando pra mim. Vou mandar o link pra tu baixar pro teu celu também.
peito de remador
Eu vou prestigiar esse vídeo desafinado – afinal de contas nem sempre a afinação é essencial – porque ele é o único registro quando se procura por Nicanor, do Chico, no Utube. Achei bonito que o cara tenha compartilhado na inocência seu momento íntimo de pureza ao violão cantando só pra se alegrar uma música que ele também deve gostar muito.
Nem falo pela técnica, mas pela emoção, acredito que cantar seja a forma mais corajosa e genuína de expressão – sai da alma, do coração, do corpo inteiro ao mesmo tempo – e quem consegue verdadeiramente se ouvir e se alegrar com a própria voz invoca as profundezas da doçura e alegra os outros também.
Não que dançar, escrever, pintar, fotografar, desenhar, filmar, encenar, tocar etc não sejam formas genuínas e corajosas de expressão, mas é que cantar, seilá, é diferente. É uma mistura de fênomeno físico com a metafísica porque dá dança às palavras e coloca seus sons em vibração no espaço.
onde andará Nicanor/ tinha mãos de jardineiro/ quando tratava de amor/ há tanta moça na espera/ suas gentis primaveras/ um desperdício de flor/ onde andará Nicanor/ tinha amor pro porto inteiro/ um peito de remador/ (…) onde andará Nicanor/ tinha nó de marinheiro/ quando amarrava um amor/ (…)
HP
Before They Fall
Before they fall
The obese stars
Dumb stones lumps of light
Before they gasp before they
Before they gasp
And spit out their last blood
Before they drop before they
Before they drop
In spikes of frozen fire
Before they choke before they
Before they choke
In a last heartburn of stunk light
Let me say this
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Poem
(..)
Nosing each other,
We can’t see straight,
But blindly stare through each other
To our footprints behind us,
Or rather, mine behind him
And his behind me.
But behind us both
(And this is the rub)
Stands another, a stranger,
Who observes us bleakly,
But without rancor.
We stop dead,
Locked in different vintages of gangrene.
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The Ventriloquists
I send my voice into your mouth
You return the compliment
I am the Count of Cannizzaro
You are Her Royal Highness the Princess Augusta
Im am the thaumaturgic chain
You hold the opera glass and cards
You become extemporaneous song
I am you tutor
You are my invisible seed
I am Timour the Tartar
You are my curious trick
I your enchanted caddy
I am your confounding doll
You my confounded dummy.
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Harold Pinter – Collected Poems & Prose [1978]
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“programa de afiliados”, “monetizar” e “viralidade” na mesma frase é sacrilégio.
Fica ligado.
janta
Não tem como ouvir o NÓS do Camelo sem repetir a JANTA.
É tão lagriminha, tão casinha, tão varanda, tão jardim.
E também tão malas, tão plataforma de embarque, tão chorinho de janela, tão correios.
Resumindo: pureza.
BAILES
Alô, povão, agora é sério: o balés – meu segundo livro – sai ano que vem pela Língua Geral.
CANTA CAXÍA, SEGURA!




