Archive for June 2008
Juninas
Meu cartão postal favorito de SP é a embalagem da paçoca amor. Gosto mais pelo amor do que pela paçoca, que eu amo, mas odeio a palavra – a amor é bonita, mas não é das melhores. Toda vez que eu compro ou ganho, raramente como. Fico com ela mais pelo papel amarelo com um coração vermelho no centro e no meio dele escrito AMOR – SING’S em letras de poesia concreta. Dando um Google agora descobri que ela é um dos doces mais vendidos do Brasil, no ar há mais de 50 anos.
PK-SP
Prévia da apresentação do CENTRO EDUCACIONAL FUTURO INCERTO (cefi) & STUDIÔ no Pecha Kucha Night semana que vem no Itaú Cultural dentro da mostra EMOÇÃO ART.FICIAL 4.0 – EMERGÊNCIA.
A gente só se apresenta na terceira noite, dia 5 de julho [sábado], a partir das 18h30, porque o Maga ainda mora no Rio.
Digrassa e com amor.
Apareçam.
Generalismos
Tanto pessoas de profissões que exigem trânsito – taxistas, motoristas de ônibus, cobradores, motoristas de táxi – quanto pessoas de profissões que exigem vela – contadores, manicures, vigias noturnos, porteiros e intelectuais – em geral, fumam. Outras abusam do travessão e não sabem pontuar e fazer conta de dividir de dois algarismos no papel. Mas muita gente de todo tipo fuma no mundo e aparentemente não há nenhuma relação além da ansiedade, que é comum a todo mundo. Há palavras mundo demais por aí. E pedreiros, que em geral também fumam.
às vezes a gente bagunça mesmo as coisas, não entende pq é assim e não assado, olha pra trás na esperança de mudar. mas não dá. tem que pegar o caldo que sobra pra seguir em frenth.
garoto maravilhoso fala sobre sua coleção desata-nós, hit do spfw.
MM
Confirmado: dia 10 de julho Mariano Marovatto no Studio SP.
Às vintiduas. Digrassa.
jaco
Quando tá muito frio – como hoje 9 graus – fico com a impressão de que as pessoas andam na rua sofrendo, mesmo aquadradadas de agasalho, parecendo uma caixa de Toddynho. Tudo franzido e encolhido – olhos, ombros, braços, sacos – e a aparência preocupada, pescoço discreto ao olhar pro lado, elas só olham pra frente, perspicazes pelo melhor dos destinos finais, o QUENTINHO.
OVO FRITO
Presentes
Pros corações namorados desejo uma forração de pneu para tratores, é desnivelada a estrada do amor. E o raro dom de transformar as máquinas pesadas da convivência em miniaturas de máquinas pesadas da convivência. E uma jaqueta corta-frio para distâncias convenientes e forçadas, brigas de quarta série primária e joguinhos de salão ao relento. Já pros corações devotados a seus corações namorados desejo, sobretudo, o enrosco, aquele laço fatal comandado pelo nhemnhemnhem do carinho e o tempo medido por um ponteiro de pulso quebrado.
lhindeza
PODE PERNAS
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EMOSSÃO: minha querida Bença em seu primeiro ensaio de fotos tímidas pra Playboy. O nome é PÓ DE PAREDE (mais conhecido como PERNOCAS) porque tem a ver com arquitetura, construção e… pedreiros!
Quero que todo mundo que tá em Poinha compareça a esse evento.
Esperei por esse dia desde a FLIP de 2004. Conheci a Carol porque fomos escaladas pro mesmo quarto do albergue que recebeu a pivetada pra oficina de novos escritores. Só no nosso quarto eram cinco, um de cada estado, essas combinações que o destino apronta com a juventude.
Mas, só fui conversar com ela no terceiro dia de evento. Acordei tonta no meio da tarde, olho pro lado, pra baixo da beliche, e tem uma menina que eu nunca tinha visto me olhando arregalada. Por um momento pensei “ladra”, mas depois tranqüilizei “ah, essa é a maluca que tranca as malas que eu não tinha visto a cara ainda”:
- E aí, beleza?
- Oi extremamente tímido.
Acho que ela ficou assustada porque eu desci da cama do jeito que dormi e acordei: de calça jeans e sutiã. E fui andando pro banheiro:
- Tu é quem?
- Eu sou a Carol. E tu?
- Bruna.
Sorrisos e não trocamos mais nenhuma palavra. Meses depois nos encontramos no Rio e ela revelou que não conseguiu evoluir a conversa porque era muito tímida e tinha me achado muito folgada.
Fico aqui aguardando o lançampaulistano. A Bença tá desenhando essa primeira história há anos, e já mudou o rumo dela umas quarenta vezes. Não vejo a hora de ler.





