Quero o luxo de subir na roda-gigante
para ouvir o barulho das agulhas
caindo no chão
Uma trombada de silêncio na gritaria,
desconsertante como cantar alto e trocado
os versos de uma canção conhecida
É tudo que preciso quando não preciso de nada,
a precisão deixo para os flagras,
e os flagras para o coração
Lá de cima, a euforia é parecida
com a de consertar o relógio preferido
sem bateria há dez anos
Esqueço tantas datas - e daí -
não me constranjo, a memória
é um artigo emocional.



6 Comments
maravilhoso poema.
bruuuuna
tá rolando uma onda de inspiração incrível aí, hm?
gostei!
Mas a memória não é somente datas (óbvio).
Lembre do alto da roda, de consertar o relógio.
:D
Jolie Holland. Lembrei!
Presente com laçarote de fita vermelha reluzente.
Tamanho certo na cor predileta, lindo.
Obrigada.
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[...] processo. É um misto dos dois poemas que eu escrevi pra ela - o poema para encorajar hélices e o paladar - com outras [...]
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