mídias virgens & condessa buffet

nuvenzinha, somatório de vigores, sementério de notícias, melancoriza e dengo

Archive for March 2008

DÊ UM CHEGO

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poesianagaleria2.jpg

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Abertura da exposição de poesia contemporânea – Poesia na Galeria – dia 07.04, às 20h, na galeria Cândido Mendes.

Rua Joana Angélica, 63, Ipanema.

Depois fica no ar do dia 08 até o dia do índio, 19 de abril.

De segunda a sexta: 14h às 20h e sábados: das 16h às 20h.

Digrassa.

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Só mandei pros tapumes poemas do livro novo – balés - ainda sem data de publicação.

Written by bb

March 31, 2008 at 2:48 pm

cuspiduiscarrado

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laranj2.jpg

1971

dalton3.jpg

2008

Written by bb

March 31, 2008 at 4:27 am

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tipo

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rita.jpg

1970

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edmotta2001dwitza.jpg

2001

Written by bb

March 30, 2008 at 8:31 pm

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pancinema-riosp.jpg

Written by bb

March 28, 2008 at 6:12 pm

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rodo:

essa água que afoga
o entulho pela boca

goteiras podem
virar enchente

mergulhos
podem sufocar.

Written by bb

March 27, 2008 at 7:46 pm

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girafas.jpg

girafas, não cuspam no céu.

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lo_rez 

Written by bb

March 27, 2008 at 7:45 pm

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catadores

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suspender apenas
uma das pernas
e descê-la

- o peso
do corpo equilibrado
no outro pé -

esmagando
uma latinha
VU – creq

a raiva que começa
no impulso termina
em reciclagem.

Written by bb

March 27, 2008 at 5:39 pm

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(…)

Dizer o que fosse era uma expedição alarmante.

(…)

Estive lendo os papéis amarelos. Penso que distinguir pelas ausências – espaciais ou temporais – os meios de superá-las leva a confusões. Talvez fosse o caso de dizer: meios de alcance e meios de alcance e retenção. A radiotelefonia, a televisão, o telefone são, exclusivamente de alcance; o cinematógrafo, a fotografia, o gramofone – verdadeiros arquivos – são de alcance e retenção.

Todos os aparelhos para fazer frente a ausências são, portanto, meios de alcance (antes que se tenha a fotografia ou o disco, é preciso tirá-la, gravá-lo).

Do mesmo modo, não é impossível que toda ausência seja, definitivamente, espacial. Num lugar ou noutro estarão, sem dúvida, a imagem, o contato, a voz dos que já não vivem.

(…)

A Invenção de Morel, do Adolfo Bioy Casares, que infelizmente to acabando de ler.

Written by bb

March 27, 2008 at 2:49 am

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O efeito de uma lâmpada antes de queimar

teu coração
flor comestível
das quedas de motocicletas

pulso tatuado
com carimbo do playcenter

de onde soprava caravelas
contra vidros de aeroportos

e dizia dormindo
o amor é um eterno pedido

de desculpas

::

MS

Written by bb

March 26, 2008 at 4:08 pm

Thumba

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Queria saber porque a maioria dos prédios de fóruns e tribunais parece mausoléu de subúrbio. São suntuosos, espelhados, quadradões, de concreto lacrado, pouco ventilados e em cores pastel-morte. Não todos os cemitérios de subúrbio, mas os mais pobres são assim: 90 porcento dos pobres tão socados no chão, no máximo com aquela construção simples de tijolo e pintado de cal. Flores de plástico em vasos de 1.99.

Os outros 10, da chefia, normalmente ficam na entrada do cemitério, têm janelas, portas e se bobear até campainha e caixa de correio. Jarros caríssimos e foto de book. Acho que eles ficam na entrada porque é mais fácil de ser vigiado pela segurança do cemitério (vigias bêbados), porque em cemitério de pobre tem ladrão. Eles roubam, sim, jarros de 1,99 e flores de plástico. E dependendo do descuido da administração, nos túmulos mais pobres (olhando de cima e com pouca sorte você vê uma tíbia) neguinho planta até macumba.

Quando me enterrarem lá no FLOR DO CENTENÁRIO, cuidem pro meu fêmur não sair mostrando o joelho por aí e pra não roubarem meu jarro de vidro grosso azul e as rosas vermelhas de plástico. Adoro rosa vermelha, vou fazer questão. Porque se me jogam numa CASA de cemitério com caixa de correio pras almas penadas me mandarem notícias de outra cidade lá do interior do Céu ou do Inferno eu vou ficar bem puta.

E os fóruns e os tribunais, qual a explicação pra semelhança?

Written by bb

March 26, 2008 at 2:10 pm

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